No cenário erudito mundial, desde 2003, está
a despontar o "Concurso Internacional de Piano Franz Liszt",
realizado nas cidades-distrito alemãs de Weimar e Bayreuth, qual uma das
principais competições internacionais para pianistas que ambicionam a carreira
de concertista internacional.
A competição, que é organizada pela
Universidade de Música Franz Liszt (Alemanha) e já está em sua oitava edição, consagrou em 2015 o
talento do jovem pianista russo Alexey Sychev, acolhido pelo júri como o grande vencedor do
concurso naquele ano.
Sychev é mais um virtuose educado no
respeitadíssimo Conservatório Tchaikovsky de Moscou, que, em 2011, já tinha
conseguido a façanha admirável de arrebatar os três primeiros lugares do
certame com outros de seus discentes - Marina Yakhlakova, Sergey Sobolev e
Ilya Kondratiev, que obtiveram, respectivamente, o 1º, 2º e 3º lugares na
premiação.
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Da esq. p/ dir.: Alexey Sychev, Dina Ivanova e Arseni Sadykov, consagrados, respectivamente, com os 1º, 2º e 3º lugares da 8ª edição do Concurso Internacional de Piano Franz Liszt |
Elaborei esse brevíssimo introito sobre o
"Concurso Internacional de Piano Franz Liszt", desejoso de
compartilhar com o leitor um pouco da minha experiência como observador do cenário
erudito mundial. Não raro, esse calendário de competições, que têm o predicado de notabilizar o talento de grandes artistas eruditos em ascensão, termina por passar
absolutamente despercebido no Brasil, o que é uma pena para quem gosta de arte.
Dessa maneira, separei para o leitor do
blogue Metamorfose do Mal um vídeo da apresentação que Alexey
Sychev protagonizou na etapa derradeira do "Concurso Internacional de Piano Franz
Liszt", oportunidade na qual interpretou o "Estudo nº 3 em sol
sustenido menor" (S. 141), sob o andamento "Allegretto".
Essa é uma peça que
Liszt compôs originalmente em 1838; depois, em 1851, o compositor húngaro revisou a partitura, ampliando-a, a partir do
último movimento ("Rondo") do "Concerto nº 2 em Si menor",
do violinista italiano Niccolò Paganini em 1826. Trata-se de melodia até razoavelmente conhecida pelo público leigo, muito difundida sob o seu epíteto composicional - "La Campanella".
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